terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Paralelas: O que acontece... Parte IV

Sol, calorão, 35 graus na beira-mar, às 16 horas no alto verão em Xangri-lá, bem diferente da lenda de um local paradisíaco, mas um amontoado de areia quente, com péssima pavimentação das ruas e quintal dos ricos gaúchos. Por que será que alguém com grana vai para Xangri-lá? Por que não vai viajar de verdade? Vai pra Floripa? Torres? Pois, não há o que não haja!
As apresentações do grupo começaram a ganhar ritmo e agilidade na nova configuração sal, sol ,sul. Tá bem legal mesmo e o mérito é nosso em descobrir como adaptar um espetáculo feito para locais pequenos e fechados para a rua, na praia e disputando o foco com brinquedos infláveis e banho de mar. Temos uma pequena ajuda dos funcionários que nos acompanham, mas eles não tem a menos ideia do que seja uma pré-produção, sua ajuda é no olhar de piedade ao nos ver derretendo ao sol, num copo d'água que uma boa alma nos traz, num "se precisar de alguma coisa, é só falar, viu!" Só que isso não é produção. Ainda temos que descobrir o local da apresentação, achar um lugar para estacionar o carro, explicar para a guarda da operação golfinho que temos que ficar perto do mar para descarregar o material, pois somos "artistas" do espetáculo e temos que fazer a produção do local, pensar no nosso espaço e na acomodação do público. SESC e teatro a mil, nunca mais reclamo, amo vocês!
Uma pena que em Xangri-lá pouca gente vai à praia. Acabou que quase as mesmas vinte/trinta crianças que nos viram no sábado, viram de novo no domingo. Elas curtiram, a gente curtiu a troca, mas fica o vazio daquilo que poderia vir a ser e sabemos que não será.
Beijo para a Nona, a dona da Pousada Girassol que nos recebeu em Capão da Canoa. Ela é jovem, mas o apelido é porque o nome dela, segundo a própria, é tão difícil que era melhor a gente chamar ela por Nona mesmo. A hospedagem é bem simples, melhor que a do Betão (ver a Parte III), o problema é que foi uma noite muito quente. A melhor coisa foi ver a lua cheia nascendo no mar, vermelha no parto com a terra e a água.
Na volta, sofremos um pouco mais com o calor e o engarrafamento. Pegamos a RS 030 num lapso do meu lindo e querido motorista, por um bom tempo achei a estrada velha para Santo Antônio da Patrulha com uma paisagem incrível, mas depois foi confuso, anoiteceu, nos perdemos em Gravataí e chegamos em casa quatro horas depois da saída de Capão.
Como a viagem foi longa, aproveitei para tirar umas fotos, olha a amadora aparecendo no retrovisor!


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