"Amanheceu, peguei a viola, botei na sacola e fui viajar..."
Quase isso, só faltando o ar de liberdade impregnado em Almir Sater, pois sou mais mau humorada e já tendo tantas surpresas ruins no decorrer deste projeto, fico escaldada.
A semana entre a apresentação de Xangri-lá e Imbé foi tumultuada, em vista de que já havíamos realizado sete apresentações e nada ainda do pagamento, acordo de adiantamento em 50% do projeto para despesas de viagem. A gente não tinha mais de onde tirar e falei que não teríamos mais como ir às apresentações sem grana, sugeri até uma vaquinha entre os contratantes. Nossa, o que espernearam:
"Mas tu tens que compreender... o Estado é assim mesmo... a burocracia é normal... vocês não podem nos deixar na mão..." e por aí adiante.
Só que não adiantava chorar, pois não era mentira, a gente não tinha mais dinheiro mesmo. No calor da hora, aos 45 minutos do segundo tempo, na sexta-feira pela manhã, eles deram um jeito. Daí a gente vê, quando querem de verdade, eles dão um jeito.
"Mas tu tens que compreender... o Estado é assim mesmo... a burocracia é normal... vocês não podem nos deixar na mão..." e por aí adiante.
Só que não adiantava chorar, pois não era mentira, a gente não tinha mais dinheiro mesmo. No calor da hora, aos 45 minutos do segundo tempo, na sexta-feira pela manhã, eles deram um jeito. Daí a gente vê, quando querem de verdade, eles dão um jeito.
Mas parece que não era pra ser esta apresentação em Imbé, (Deus, de novo lá, não!) pois os deuses nos ouviram mandando um tremendo temporal que fez ventar tão forte que entortou as estruturas das barracas onde nos apresentávamos. Fomos informados no sábado à tarde sobre o cancelamento e domingo pela manhã a confirmação de que nada ia acontecer naquele dia de verão frio, chuvoso e com ventania.
Neste findi descansei, dormi bem porque o calor de 40 graus estava aliviado pela chuva e vi TV com o meu marido e parceiro de estradas, desta vez de verdade: Numa bem boa!
Nenhum comentário:
Postar um comentário